Prefeitura ignora situação da fábrica de laticínios que poderia gerar em torno de 10 empregos diretos e o lixão que é uma ameaça à saúde municipal e à região
Embora a cidade tenha um crescimento expressivo na arrecadação (de R$ 79 milhões em 2024 para R$ 92 milhões em 2025) no que se refere às transferências via BB (Banco d Brasil) – – um crescimento de 16,5% contra inflação de 4,3%, o abandono e desprezo da administração municipal é mais que evidente de flagrante. Importante dizer que a verba do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) deve saltar para R$ 33 milhões contra R$ 27 milhões em 2024 e ainda falta contabilizar as receita próprias em torno de R$ 6 milhões.
Em relação à economia – novas empresas, empregos, geração de renda – fica bem claro que não há nenhuma preocupação da gestão, pois nem sequer se interessou com o crescimento e desenvolvimento dos serra-pretenses que são obrigados a deixar a cidade por falta de oportunidades.
As duas fábricas que funcionavam no município fecharam (Bravo e Sede) jogando fora mais e 220 vagas, inclusive em relação à do Bravo na semana da eleição de 2024, um dos gerentes divulgou um áudio nas redes sociais negando dificuldade da empresa, que fechou as portas menos de 24h depois, já em 7 de outubro.
Fábrica de Laticínios
Com equipamentos e instalações prontas quem prometeu em campanha cuidar da cidade há 5 anos apenas ignora o que poderia gerar emprego, desenvolvimento e renda para a cidade.
A fábrica de laticínios que poderia colaborar, inclusive, com a merenda escolar fornecendo para a rede municipal de ensino produtos da própria cidade está totalmente abandonada, sem portas, com equipamentos ainda quase intactos pela qualidade e somente estão lá pela dificuldade de transportar (foto e vídeo).

A fábrica é fruto de verba federal via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que financia itens de custeio relacionados à atividade agrícola ou pecuária desenvolvidas.
Mas como não há interessa nem da Prefeitura nem das Secretaria de Educação e Agricultura a tendência é o desaparecimento, apesar do prefeito ir sempre a Brasília com diária de R$ 3,2 mil a cada viagem.
Lixão
O fim dos lixões no Brasil não foi alcançado no prazo estabelecido (agosto de 2024) pela Lei do Saneamento, com estimativas apontando cerca de 3 mil lixões ainda ativos, gerando graves riscos ambientais e de saúde, apesar de projetos de lei como o PL 2.554/2023 buscarem prorrogar a meta para 2030, especialmente para municípios menores, devido a dificuldades financeiras e operacionais.
Assim como outras 3 mil cidades, Serra Preta que tem menos de 20 mil habitantes deveria ter posto fim ao lixão que fica entre o Ponto de Serra Preta (5 km) e o Bravo (9 km).

Consequências maléficas
Lixões causam graves problemas ambientais (poluição do solo, água e ar por chorume, metano e lixo disperso), de saúde pública (doenças por vetores e contaminação) e sociais (condições precárias para catadores, impacto visual e de desenvolvimento urbano), poluindo lençóis freáticos, contribuindo para o aquecimento global, destruindo ecossistemas e criando ambientes insalubres, afetando milhões de pessoas no Brasil.
Denúncia anônima foi feita ao MP (Ministério Público da Bahia) e ao e , por enquanto, não houve manifestação.
Açude
Enquanto a chuva não chega, e isso ocorre há quase 3 meses, o açude, que fica atrás do Estádio Zelito Leite, não recebe nenhum cuidado para melhorar o armazenamento de água com o período chuvoso.
Área está aberta e circula animais soltos causando mais danos ao local que poderia melhorar o abastecimento de centenas de propriedades durante a estiagem, mas não faz parte das preocupações da gestão municipal que se ‘encaminha para ser a pior da história de Serra Preta’ e já houve gestões muito ruins. A atual é tão ruim como ‘our concour’. fora de série, sem concorrência.