Salvador: Oito suspeitos morrem em operação depois de morte de PM

Ônibus deixaram de circular no Vale das Pedrinhas e Santa Cruz

Oito pessoas morreram durante uma operação no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, após a morte de um policial militar, nesta terça-feira, 3/2. De acordo com informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública da Bahia), seis dos mortos possuíam passagens pela polícia e integravam uma facção criminosa. Outros dois ainda não foram identificados.

Os homens identificados já haviam sido presos por tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação, segundo a SSP. O policiamento na região foi reforçado após o cabo da PM Glauber Rosa Santos, de 42 anos, ser baleado na cabeça e morto durante o serviço. Ele foi atingido assim que desembarcou de uma viatura.

Parte do final de linha do Vale das Pedrinhas ficou interditada até às 10 horas para a realização da perícia no local onde o PM foi baleado. Peritos do DPT (Departamento de Polícia Técnica) recolheram pelo menos 50 cápsulas, resultado do confronto entre policiais e integrantes do Comando Vermelho. Ônibus deixaram de circular na localidade por conta dos confrontos.

PM morto

O cabo Glauber Rosa Santos, morto após ser baleado na cabeça durante um confronto no Vale das Pedrinhas, tinha 42 anos e era natural do município de Senhor do Bonfim, no norte do estado. Na capital, ele era lotado no 30º BPM (Batalhão da Polícia Militar da Bahia), responsável pelo policiamento do Nordeste de Amaralina

Glauber atuava há anos na corporação e era descrito por colegas como um profissional comprometido e respeitado. Além da atuação na PM, ele também trabalhava como mecânico. O policial deixa dois filhos: uma menina que completou 8 anos e um menino de 3 anos.

Em nota oficial, a Polícia Militar da Bahia lamentou a morte do cabo e destacou a trajetória profissional de Glauber na instituição. “O Cabo PM Glauber deixa esposa e filhos, além de um legado de seriedade, compromisso e dedicação à missão de servir e proteger. Defendeu a sociedade com a coragem de um herói, demonstrando bravura e altruísmo no cumprimento do dever”, afirmou a corporação.