Ex-advogado foragido por apropriação indébita é preso pela polícia na Bahia

Segundo informações da Polícia Civil, contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de Salvador

Carlos Humberto Ramos Lauton, de 52 anos, era advogado, estava foragido da Justiça, e foi preso na segunda, 23/2, no interior de uma agência bancária localizada na Praça Jovino Arsênio da Silva Filho, no centro de Condeúba, no Sudoeste baiano.

Carlos Humberto foi excluído da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e não pode mais advogar. A exclusão de um advogado dos quadros da OAB é a sanção ético-disciplinar mais severa prevista no Estatuto da Advocacia e da OAB ( Lei 8.906/1994).

Isto significa que ele foi julgado no Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OABm, recebeu a maior punição prevista e não pode mais ingressar em nenhuma seccional da OAB.

Segundo informações da Polícia Civil, contra ele havia dois mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de Salvador. Um deles refere-se à prisão preventiva decorrente de condenação pelo crime de apropriação indébita.

O outro é mandado de prisão definitiva, decorrente de condenação transitada em julgado pelo mesmo crime. Ele responde a processos relacionados à apropriação de valores de clientes vinculados a causas judiciais.

Em um dos registros de ocorrência, uma mulher relatou a subtração de folhas de cheque e falsificação de assinaturas, o que resultou na negativação de sua conta bancária.

Outro boletim aponta que um proprietário de haras negociou a venda de uma égua da raça Mangalarga Marchador, registrada e identificada por chip, além de um potro. Conforme o relato, os animais foram retirados do estabelecimento, com pagamento parcial, sem a quitação do valor restante.

A pena foi fixada em 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, além de 300 dias-multa, com determinação de início imediato do cumprimento em unidade prisional.

A reportagem tenta localizar a defesa dele.